Vereador Leandrinho volta a cobrar soluções para falta de medicamentos nas unidades de saúde

20 de outubro de 2021


Descrição da imagem #PraCegoVer:  de pé, na Tribuna da Câmara, Leandrinho fala ao microfone. Ele usa terno, gravata e máscara de proteção facial.

Foto: Ricardo Bittner

O vereador Leandro Alves de Faria (PL), o Leandrinho, usou a Tribuna Livre na sessão de hoje (20) para cobrar novamente soluções para a falta de medicamentos nas unidades de saúde do município. “Os problemas não são resolvidos e por isso temos que sempre falar do mesmo assunto, que é a Saúde. Este ano eu só subi aqui para reclamar o que é obrigação ter para o munícipe da nossa cidade”, disse.

O parlamentar afirmou que há medicamentos faltando na rede municipal saúde. “Pede-se informação e o secretário responde que (esses medicamentos) estão acima da cesta de medicamentos. Como deixa faltar remédio de pressão, de colesterol, fita para teste de diabetes” perguntou.

Leandrinho também disse que chegou até ele reclamação de demora no atendimento do Centro de Especialidades Joracy Cruz. “Falta funcionário para fazer o administrativo. Se o lugar está funcionando, por que deslocar funcionário, por que quer que piore? Será que a Saúde aqui está fazendo o inverso, onde está bom é pra deixar ruim?”, indagou.

O vereador alegou que o secretário de Saúde, Pedro Ishi, só responde ofícios e requerimentos quando quer: “E ele tem prazo para responder. É um secretário que não respeita esta Casa de Leis, não respeita opinião, não respeita sugestão”, criticou, ao dizer que se não tiver respostas em tempo hábil, irá ao Ministério Público. “A população não pode ficar passando por isso.”

Já o vereador Rogerio Castilho (PSB) falou mais uma vez na Tribuna Livre sobre os problemas de manutenção que o Jardim Dora e a Vila Ipelândia vêm enfrentando, principalmente por causa das chuvas, o que impede que o caminhão que abastece as caixas d’água do bairro transite no local. “É a sexta vez que falo sobre isso na Tribuna. Nada foi feito, é uma decadência que está se estendendo”, disse. “Quem paga a conta é a população, que não tem direito a tomar banho, a ir ao trabalho.Eles não estão pedindo filé mignon, estão pedindo café com leite, arroz com feijão”, comparou.

O parlamentar Jaime Siunte (PSDB) pediu soluções para os afogamentos que acontecem na Lagoa Azul, área localizada no Jardim Monte Cristo. “Falo a mesma coisa desde 2005. Já estamos cansados de falar em morte na Lagoa Azul. Precisamos resolver isso”, disse, lembrando que o período de verão é o que mais atrai pessoas ao local. “Quantas pessoas vão morrer ainda pra gente tomar a decisão?”

Ordem do dia

Os parlamentares aprovaram a moção de repúdio, de autoria do vereador Antonio Rafael Morgado (PDT), o professor Toninho Morgado, ao deputado estadual Frederico D’avila (PSL) pelas graves ofensas proferidas na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) contra o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e contra o papa Francisco.

De acordo com professor Toninho Morgado, o arcebispo fez um discurso na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de outubro, e usou a frase: “para ser pátria amada não pode ser pátria armada”, o que motivou o ataque do deputado, que chamou o bispo, a CNBB e o papa de “vagabundos”, entre outras ofensas. “É ideologia que não traz paz, que desumaniza, que tem preconceito contra classe, contra categoria, que vem tirando direito de trabalhadores”, disse o parlamentar suzanense.

Os vereadores ainda aprovaram o projeto de decreto legislativo, de autoria do vereador Leandrinho, para concessão da Medalha Antônio Marques Figueira ao professor Pedro dos Santos Faria e o projeto de lei que denomina a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Monte Cristo de Adelzuíta Ferreira dos Santos, de autoria do Executivo.

Com a inclusão de uma emenda do vereador Jaime Siunte, foi retirado da pauta e voltou a tramitar no Legislativo o projeto de lei complementar do Executivo que dispõe sobre o licenciamento de empresas do ramo de depósito de sucata ou ferro velho, desmanche, comércio de peças usadas e congêneres.