Aluguel de leitos em hospital de Franco da Rocha é tema de debate na Câmara de Suzano

4 de junho de 2020


Descrição da Imagem: #PraCegoVer: No canto esquerdo da imagem está o vereador Joaquim Rosa, em pé, atrás de uma estrutura metálica, segurando um microfone. No canto direito, o vereador Lisandro Frederico, sentado em uma cadeira azul. No fundo da imagem, o Plenário da Câmara de Suzano.

Crédito da foto: Vivian Turcato/Câmara de Suzano

 

O principal assunto debatido hoje (3) na sessão ordinária da Câmara de Suzano foi o fato de a prefeitura ter alugado dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital localizado em Franco da Rocha para atender os casos mais graves de suzanenses infectados pelo novo coronavírus. A maioria dos parlamentares foi favorável a atitude da administração municipal. Isso porque, assim como os vereadores explicaram, os leitos só serão pagos (R$ 2.500 cada) se forem utilizados. Ao contrário da proposta recebida pelo Executivo do hospital Santa Maria, que fica em Suzano, que cobraria o valor (R$ 5 mil cada) mesmo sem o uso do espaço.

O assunto foi iniciado pelo vereador Lisandro Frederico (Avante). Ele criticou a atitude da administração municipal e também criticou o secretário de Saúde que, segundo ele, não teria respondido os seus questionamentos na semana passada, durante audiência pública da pasta.

O parlamentar Denis Claudio da Silva (DEM), o filho do Pedrinho do Mercado, no entanto, argumentou que a administração municipal firmou contrato com a unidade hospitalar em Franco da Rocha porque lá cada leito custa R$2.500 e o valor será pago apenas se o espaço for utilizado. Já no hospital Santa Maria, que fica em Suzano, o leito de UTI custa R$ 5 mil e a administração teria que pagar mesmo se não enviasse paciente.

O vereador Marcos Antonio do Santos (PTB), o Maizena Dunga Vans, disse que “é hora de deixar a política de lado e pensar na população” e parabenizou o prefeito pela decisão de alugar os leitos. “Não importa a distância, o importante é que o prefeito está preocupado”, opinou.

O presidente da Casa de Leis, Joaquim Rosa (PL), também fez questão de discursar na Tribuna sobre o assunto. Ele explicou que de acordo com as normas de uma prestação de contas na Câmara, o secretário só é obrigado a responder questionamentos feitos com relação ao período abordado. Sendo assim, o secretário de Saúde não teria obrigação legal de responder as perguntas de Frederico. “As regras foram feitas para serem seguidas”, disse. “Eu entendo isso como politicagem pura”, falou criticando a reação de Frederico. Sobre o aluguel dos leitos, o presidente ressaltou sua opinião favorável a atitude do Executivo. “O prefeito Rodrigo Ashiuchi está realmente preocupado em economizar o dinheiro da população e cuidar da saúde dos moradores de Suzano”, falou.

É a mesma visão do vereador Leandro Alves de Faria (PL), o Leandrinho. Ele argumentou que os vereadores precisam fiscalizar o Executivo porém, sem “politicagem”. “Falar mal no Facebook é fácil. Dificil é estar na linha de frente tomando decisão. Tem gente antecipando o período eleitoral”, comentou. Ele ainda ressaltou que o hospital de campanha de Suzano está sendo elogiado em toda a região.

Nessa mesma linha de opinião, o vereador André Marcos de Abreu (PSC), o Pacola, disse que é preciso dar publicidade para os casos de pessoas recuperadas. “Neste momento temos 345 pessoas recuperadas. Não podemos esquecer, de forma alguma, o que está sendo feito para salva vidas”, revelou. O parlamentar também explicou que o valor do contrato entre a prefeitura e o hospital de Franco da Rocha (R$ 1.2 milhão) só será pago em sua totalidade se os leitos foram usados. “Existe sim o contrato, mas não quer dizer que o governo vai gastar o valor total”, adiantou.

Testes

O vereador Alceu Cardoso (Republicanos) disse estar muito preocupado com o número real de infectados pelo novo coronavírus. Segundo ele, apenas os testes positivos feitos na rede municipal estão sendo contabilizados nos boletins da prefeitura. “Os testes particulares não estão incluídos na contagem da prefeitura. Minha preocupação é aonde essas pessoas estão fazendo o tratamento. Elas precisam de tratar”, revelou.

Comércio

Já o vereador Edirlei Junio Reis (PSDB), o professor Edirlei, defendeu a flexibilização do comércio. “Trabalhadores que precisam levar sustento à família não podem ficar mais de dois meses sem trabalhar”, falou.