15ª Audiência Pública – prestação de contas dos investimentos e serviços da Sabesp no município, com debate sobre falta de água, esgotamento sanitário, recomposição de vias públicas, aumento das tarifas de água e obras de transposição

Ata da Décima Quinta Audiência Pública, realizada na Câmara de Vereadores “Palácio Deputado José de Souza Cândido”, nas dependências do Plenário “Francisco Marques Figueira”, cujo prédio fica situado na rua dos Três Poderes, nº 65, Jardim Paulista, em Suzano-SP.

Ao nono dia do mês de junho de 2026 às dezessete horas e onze minutos deu-se início à Décima Quinta Audiência Pública do Segundo Exercício da Décima Nona Legislatura, sob a presidência do Ver. Márcio Alexandre de Souza – Márcio Malt – Presidente da Comissão Permanente de Política Urbana e Meio Ambiente – que cumprimentou a todos os presentes, declarou aberta a sessão e anunciou: Esta Audiência Pública, presidida pela Comissão Permanente de Política Urbana e Meio Ambiente, tem por finalidade a prestação de contas dos investimentos e serviços da Sabesp no município, com debate sobre falta de água, esgotamento sanitário, recomposição de vias públicas, aumento das tarifas de água e obras de transposição, nos termos do artigo 2º da Resolução nº 005/2021.

O Senhor Presidente nomeou uma comissão composta pelos vereadores João Batista Nogueira de Azevedo – João Sabugo, André Marcos de Abreu – Pacola e Josias Ferreira Silva – Josias Ferreira Silva – Josias Mineiro, para recepcionar no Plenário os representantes da Sabesp, a saber: Coordenadora de procedimentos e processos da diretoria de experiência do cliente, Denise Batista Bonifácio de Figueiredo; Gerente de Operações Regional Leste, Alexandre Domingos Marques; Gerente Operacional Região Leste, Elis Regina de Jesus; Gerente de Relações Institucionais, Sandra Garcia Lopes; Coordenadora operacional e de manutenção Regional Leste, Jucelma Gonçalves da Silva; Gerente Operacional Comercial Regional Leste, Leonardi Camargo Ferreira Almeida; Gerente de Engenharia, Francisco Graciano Silva Junior e Gerente de Engenharia, José Pinheiro Queiróz Filho.

A seguir o Presidente Márcio esclarece o motivo do agendamento da presente audiência pública com os representantes da Sabesp para debaterem os assuntos relacionados aos serviços prestados pela empresa no município.

Na sequência, pela ordem, passou a palavra à Gerente de Relações Institucionais Sandra Garcia Lopes, para fazer suas considerações iniciais.

A Gerente Sandra cumprimentou o presidente, os vereadores presentes, o público e os internautas e agradeceu o convite para estar presente a esta audiência com vários profissionais de várias áreas de atuação, para responder os questionamentos que foram apresentados.

O Presidente Márcio agradeceu a presença de todos os profissionais da Sabesp nesta audiência, perguntou se algum queria fazer uma explanação e não havendo apresentação perguntou se poderia passar a palavra aos vereadores, o que foi aceito por todos.

Dando prosseguimento, a palavra foi concedida ao vereador Denis Cláudio da Silva, que cumprimentou a todos e antes de perguntar solicitou a exibição de audiovisual com fotos e vídeos de várias obras inacabadas da Sabesp no município, como reposição de asfalto irregular, buracos abertos e não tampados, detalhando o serviço mal feito nas ruas Sete de Setembro, na SP-66 (rodovia João Afonso de Souza Castellano), próximo à estação de tratamento de esgoto da Sabesp, rua Kaneji Kodama e estrada Furuyama.

Pergunta: Qual a dificuldade da Sabesp em fazer o alteamento das bocas de esgoto, antes da aplicação do asfalto. Constatou que a Sabesp recebe com antecedência a comunicação da prefeitura dos locais onde vai asfaltar. Exemplificou que a Comgás também faz esse tipo de serviço para possibilitar a instalação de gás nas residências, mas ela faz o reparo no asfalto de acordo, deixando-o como antes. Por que a Sabesp não faz o mesmo?

Resposta: (A pedido do Vereador Denis Claudio da Silva, na íntegra) A gerente de operações da regional leste, Elis Regina, cumprimentou o presidente e demais vereadores e inicialmente pediu desculpas pelos transtornos causados pela Sabesp, nas obras que vem sendo realizadas na cidade. Quanto às primeiras imagens exibidas, quer ressaltar que tratam de obra que está sendo feita para implantar um booster (Nota do Setor de Taquigrafia: ‘booster‘ é um dispositivo/mecanismo de aumento de pressão), de modo a reforçar o abastecimento da região de Palmeiras. Destacou que o asfalto provisório será posteriormente substituído por asfalto definitivo na conclusão adequada do recapeamento. Esclareceu que antes de iniciar as atividades, pedem autorização à prefeitura para poder realizar a obra. Junto vai um projeto de recapeamento e afirmou que este será cumprido. Sobre compatibilização de obras entre Prefeitura de Suzano e Sabesp, informou que a Sabesp recebe da Prefeitura de onde a Prefeitura vai fazer o recapeamento. Disto a Sabesp inicia uma corrida acompanhando a Prefeitura. O motivo é que a Prefeitura não consegue dar o nível e altura exatos que o recapeamento vai ficar enquanto a Sabesp precisa ajustar a altura do PV (Nota do Setor de Taquigrafia: PV provavelmente se refere ao ‘Poço de Visita’, popularmente chamado de ‘tampa’) para ficar no mesmo nível do pavimento. Sendo assim, a Sabesp não pode ajustar primeiro o PV, pois a Prefeitura não tem como garantir o nivelamento correto depois na realização do recapeamento. Logo, primeiro a Prefeitura precisa fazer o recapeamento, para que então a Sabesp possa realizar o nivelamento dos PV’s todos. Ao fazer o recapeamento, a prefeitura sinaliza onde está o PV e dali a Sabesp dá seguimento. Trata-se de questão de engenharia, sendo necessária a realização nesta ordem.

Nesse instante, o presidente Márcio Malt, interrompeu para esclarecer sobre a dinâmica dos debates nesta audiência.

O próximo a fazer uso da palavra foi o vereador Marcos Antonio dos Santos – Maisena. Cumprimentou a todos os integrantes da mesa, os seus pares – vereadores e disse que esta audiência pública era muito importante, para solucionar dúvidas e resolver problemas. Exibiu um vídeo, mostrando um trecho de aproximadamente dois quilômetros de obra não concluída no bairro Miguel Badra. Pista fresada e abandonada por aproximadamente dois meses.

Ressaltou que a negociação com a Sabesp está muito ruim, sem um canal de atendimento rápido e eficiente. O 0800 não funciona. Há necessidade de um atendimento presencial, ou mais eficaz. Pede que os representantes hoje presentes nesta audiência, levem o assunto para seus superiores.

Nesse momento, o presidente Márcio Malt, fez uma intervenção para informar que está com um projeto na Secretaria de Obras que visa obrigar a Sabesp a recuperar a pista inteira quando a intervenção atingir mais de 50% da via.

Respondendo ao vereador Maisena, o engenheiro José Pinheiro, inicialmente pediu desculpas pelo transtorno causado por muitas obras na cidade. São 17 quilômetros de obras pavimentadas e temos mais 50 km previstos em contratos dos quais já foram feitos 4 km de repavimentação. Vereador Maisena colocou o caso do recapeamento parcial da estrada do Furuyama. Houve problema com o fornecedor e faltam 1.500 metros para concluir.

O presidente Márcio Malt, interveio para perguntar se vai ter tapa buraco ou recapeamento na estrada do Furuyama.

O engenheiro José Pinheiro, destacou que são 85 km lineares de obras, sendo que já foram realizados 51 km, restando 34 km. Disse ter um compromisso com as contratadas de deixar melhor ou igual ao que encontrou.

O próximo a perguntar foi o vereador Jaime Siunte. Cumprimentou a todos e parabenizou o presidente pela realização desta audiência pública. Após várias considerações, disse que falta fiscalização do trabalho das empreiteiras contratadas.

Disse que os serviços são mal feitos, sem qualidade. A Sabesp precisa ter pessoas qualificadas para responder aos questionamentos que são feitos, por exemplo a água amarela coletada na torneira de água potável. Fez o questionamento e não obteve resposta.

Resposta: A gerente de operações leste, Elis Regina, respondeu que quanto à reposição do pavimento, vai relacionar todos os questionamentos para refazer o que for necessário. Assumiu o compromisso de agilizar a reposição provisória, para encurtar o tempo. Quanto à fiscalização, a Sabesp possui uma empresa que faz a fiscalização. A Sabesp reforçou em maio toda a equipe de fiscalização. Disse que aumentou muito a quantidade de obras. Está com as portas abertas para receber as demandas dos vereadores. Poderão procurar a Jucelma, coordenadora operacional de manutenção da regional leste.

Acrescentando o gerente de operações regional leste, Alexandre disse que vai apurar o caso apresentado pelo vereador Jaime, a respeito da água amarela.

Nesse momento, o vereador Rogério, pediu para o pessoal da galeria – moradores do bairro da Quinta Divisão – para levantar a mão. Muita gente levantou a mão.

O vereador Rogério disse que a escola Helena Zerrener tem aproximadamente 1.200 alunos e precisou afastar os alunos por falta de água, por problema de reforma da Caixa d’água. Tinha R$ 30.000,00 para reforma de uma sala de aula e precisou gastar essa verba com a reforma da caixa d’água. Agora chegou a obra da transposição da Sabesp e ninguém foi avisado. Foi muito falado e nada resolvido. A abertura do primeiro buraco na via foi em frente a uma residência de uma cadeirante que ficará impedida de sair de casa. Não houve uma avaliação prévia sobre os impactos a serem causados para a comunidade. Na maioria das casas o poço d’água é encostado com o asfalto. As perfurações da Sabesp são de buracos de 3 a 4 metros de profundidade. Isso terá impacto nos poços das residências, pois o lençol freático passa naquele ponto. Há comércios na região que serão impactados, sem poder funcionar em razão da obstrução em frente ao comércio. Existe uma caixa d’água que é abastecida pela prefeitura. Precisa de uma rede provisória de água e esgoto, até concluir a execução do projeto de transposição. Precisa de esclarecimentos sobre a transposição. Qual o impacto de vizinhança.

Pergunta: Qual a alternativa ou qual a solução para resolver os problemas causados pela obra da transposição?

Resposta: O engenheiro Francisco respondeu que o impacto é grande. Foi celebrado um com promisso de quando a obra estivesse chegando próximo ao bairro iriam tratar pontualmente cada impacto da obra. Foi verificada a possibilidade de alteração desviando o rumo da obra. Não sendo possível, seguiu com o projeto original. Alguns trabalhos já foram feitos. São mais de 1.500 pessoas que estão utilizando a escola para informar os impactos causados.

Continua o compromisso de chegar aos comerciantes para minorar o desconforto, por exemplo, trabalhar só quatro dias, e parar três.

Pergunta: Qual o canal ou meio de comunicação para o munícipe reivindicar seu prejuízo?

Resposta: O engenheiro Francisco respondeu que cada caso será tratado pontualmente. Nesse ponto, o vereador Rogério perguntou para a plateia se alguém já havia sido procurado. Resposta: Até agora, ninguém foi procurado. O engenheiro respondeu que ainda serão procurados.

Pergunta: O vereador, insistiu na pergunta: Existe um canal para reivindicar?

Resposta: O engenheiro Francisco, respondeu novamente que cada caso será tratado individualmente.

Pergunta: O vereador Rogério retrucou: Você está fugindo da pergunta.

Resposta: Francisco respondeu que o compromisso é de analisar cada impacto causado ao morador.

Nessa altura do debate, o presidente Márcio Malt, interrompeu e perguntou: Quando vai iniciar esse diálogo? O vereador Rogério complementou: Tem que ir lá amanhã, verificar o problema de cada caso. A argumentação é vaga, indefinida. O morador quer saber o que vai fazer. Márcio Malt, acrescentou: Poderá iniciar esse diálogo quando?

Resposta: Francisco se comprometeu a iniciar esse diálogo a partir do próximo dia 15. O vereador acrescentou que quer acompanhar cada ponto impactado e apontar o que deverá ser feito ali. Vai acompanhar junto aos moradores.

Dando sequência o vereador Rogério apresentou outra demanda. Primeiro disse ser contrário à privatização. Disse que após a privatização, na região de Palmeiras, as contas de consumo de água ficaram absurdas. Citou alguns exemplos, de uma idosa que mora com um filho e a conta de água foi para R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais). Na rua da feira, as contas aumentaram de forma absurda. Foram reclamar e Sabesp cortou o fornecimento.

O gerente comercial regional leste Leonardi Camargo explicou que a Sabesp resolve esses problemas sempre pontualmente. Cada categoria, tem um tipo de tarifa. Pega o consumo do mês anterior e confronta com o atual. É feito caso a caso.

O próximo a perguntar foi o vereador Leandrinho. Cumprimentou a todos e em seguida disse que há muita reclamação de falta de água. Que o fornecimento vem sendo cortado no período das 19:00 às 05:00 hs. Que o horário é inoportuno, pois normalmente 19:00 horas é o horário do banho das pessoas que chegam do trabalho. Seria melhor alterar o início do horário de corte.

Resposta: O gerente de operações regional leste, Alexandre Domingos, respondeu que estão em momento de crise hídrica e há determinação em toda a região metropolitana para redução da pressão no período noturno. Em casos especiais, a Sabesp instala uma caixa d’água de 500 litros.

Pergunta: É verdade que quando a água retorna, com pressão forte, isso aumenta a marcação de consumo? É verdade ou lenda? A entrada do ar não tem influência na marcação?

Resposta: Precisa avaliar quais os locais, porque a pressão é variável.

O presidente Márcio Malt, acrescentou: Qual o horário do início do bloqueio?

Resposta: das 19:00 às 05:00 horas.

Pergunta: Sobre o parcelamento da conta. Qual a dificuldade para parcelar? Só há uma opção: cartão de crédito. Tem possibilidade de criar alternativas? Pessoal de baixa renda, muitas vezes, não possuem cartão de crédito.

Resposta: Tem sim. A Sabesp tem a tarifa social para pessoal de baixa renda e incluiu nova forma de parcelamento em conta.

Pergunta: O parcelamento é só para quem tem tarifa social, ou qualquer conta?

Resposta: A coordenadora operacional de manutenção da região leste, Jucelma, disse é para todos os clientes residenciais, com 5% de entrada e + 5 parcelas.

Ainda o vereador Leandrinho manifestou indignação por serviço mal feito em ruas do Jardim Imperador, como Meier J. Nigri, onde a recolocação de paralelepípedos, após obra ficou muito ruim. Precisa de fiscalização, o mesmo ocorrendo em vários bairros.

O próximo vereador a perguntar foi André Marcos de Abreu – Pacola. Cumprimentou a todos e pediu para exibir um vídeo mostrando o estado da estrada Duchen, em obras. Esse vídeo mostra um caminhão Munck estacionado atrapalhando o tráfego local. A maioria acredita que a obra vai beneficiar o bairro. Por isso poucos reclamam. Estava indignado com o descaso da empreiteira que estava atrapalhando o tráfego local. Fez um enérgico desabafo mencionando vários apontamentos de irregularidades.

Diante do exaltado desabafo do vereador o presidente Márcio Malt, interrompeu para pedir um prazo para ver essa melhora acontecer. Disse estar nesta audiência para o diálogo, mas aguarda respostas.

Resposta: o engenheiro Francisco respondeu que aumentou muito a circulação de veículos na região – Estrada das Varinhas e Duchen. Estão agilizando a obra na região visando diminuir e minimizar os impactos. Prometeu retornar com pautas positivas.

O presidente Márcio Malt indagou do engenheiro Francisco se ele tinha algum prazo?

Resposta: O engenheiro Francisco se comprometeu com os vereadores para irem ao local no dia 15 e se encontrarem lá por volta de 09:30 horas, no canteiro de obras para acompanhar o seu andamento.

Nesse momento, o vereador Rogério retomou a palavra para dizer que o dano psicológico causado é impagável. Que seja um pacote de serviços e avanços.

O próximo a usar a palavra foi o vereador Josias Ferreira Silva – Josias Mineiro. Cumprimentou a todos e disse que o problema da Sabesp está nos quatro cantos da cidade. Destacou o servidor Fábio, que é muito atencioso. Sempre que o procura é bem atendido, mas não resolve tudo. Pediu para a Sabesp instalar uma unidade de atendimento no bairro do Raffo, porque nesta região tem muitos problemas. Disse que se não resolver vai ao M.P.

Pergunta: Quando começou o parcelamento:

Resposta: 15 de abril.

Vereador disse que não procede. Relatou caso recente que a resposta foi que o parcelamento era só no cartão de crédito. Discorreu sobre outro caso: Ocorrência de esgoto a céu aberto perto da UBS. Pede um pouco de respeito à população que paga as contas em dia, porque se não pagar o fornecimento de água é cortado.

Resposta: O engenheiro José Pinheiro esclareceu que a questão da Komatsu começou essa semana. O cronograma é terminar o trecho de 150 metros até metade de novembro deste ano.

Nesse momento, o presidente Márcio Malt, interrompeu e falou sobre a falta de água no bairro do Raffo. Disse que foi colocado um “Buster” para melhorar. Melhorou muito. No período das 19:00 às 05:00 horas continua sem água, mas é determinação da Agência Reguladora.

Nova pergunta do vereador Josias. Sobre entupimento nas bocas de lobo que provoca o retorno da água.

Resposta: José Pinheiro, disse que vai avaliar essa situação. O presidente Márcio Malt, aparteou para dizer que muitos moradores não possuem caixa d’água. Pediu ao vereador Josias para fazer um levantamento de quantas pessoas não possuem caixa d’água.

O presidente Márcio Malt, disse que daqui a três meses vai convocar novamente uma audiência pública para avaliar os avanços da Sabesp.

Pergunta do vereador Pacola: Como vai ficar após a obra da transposição? A água vai passar na porta, mas não terá água na rua para abastecer as casas. Marcio Malt complementou: Por que não passa a rede agora? O vereador Pacola completou: Hoje na região de Palmeiras, 70% das pessoas residem na área. Não são casas de veraneio.

O presidente Márcio Malt perguntou se tem alguma previsão para instalação de fornecimento de água na região?

Resposta: O engenheiro Francisco respondeu que na próxima audiência trará o cronograma de obras da região. Intervenção de colocação de água em rede rural após 2027.

O Presidente Márcio Malt, perguntou por que a interdição não é feita no período noturno? Evitaria transtornos.

Resposta: O engenheiro Francisco respondeu que foi pensado na execução da obra no período noturno, porém, como é uma obra de grande porte com muita movimentação de carga, o estudo concluiu que aumentaria o risco, porque há movimento à noite e madrugada, prejudicando os produtores rurais da região que circulam na área.

Não havendo mais vereadores inscritos, passou a examinar as perguntas do público e de internautas.

Perguntas do público: O presidente Márcio Malt, disse que recebeu várias perguntas do público, especialmente da Quinta Divisão e face ao adiantado da hora, e muitos já terem saído, vai enviar essas perguntas para a Sabesp para responder.

Dando sequência, passou a numerar as perguntas dos internautas:

(Nota do Setor de Taquigrafia: a reprodução as perguntas e manifestações recebidas são anonimizadas de acordo com a LGPD e seu conteúdo é reproduzido de acordo à norma padrão culta da Língua Portuguesa respeitando a leitura realizada pelo Senhor Presidente).

1) Internauta M. O. perguntou: Boa noite, diariamente o fornecimento de água é interrompido as 19h e ao retornar durante a madrugada (por volta das 4h) ela vem com muita sujeira e ar da tubulação. Neste caso, vemos 2 problemas, sendo água contaminada e cobrança de ar ao passar pelo hidrômetro. Sem rodeios, QUAL O PRAZO EM MESES para essas interrupções acabarem de vez? Visto que isso se estende a anos e a população já está saturada de promessas que nunca são cumpridas.

Resposta: Quem determina a interrupção de fornecimento e o horário é Agência Reguladora. Assim que ela determinar, o fornecimento voltará ao normal.

Dr. Almir Rodrigues (rodriguesdacosta@adv.oabsp.org.br)

2) Internauta A. R. perguntou: Qual prazo para que a Sabesp passe a recompor integralmente o pavimento das vias após suas intervenções e quais medidas concretas serão adotadas para evitar que a população continue sofrendo não apenas com a constante falta de água decorrente dos desligamentos do sistema, mas também com a deterioração das ruas causada pelas obras da própria concessionária?

Resposta: O presidente Márcio Malt, teceu várias críticas e cobrou providências da Sabesp, informando a existência de um projeto de lei que está sendo preparado para obrigar a Sabesp a recompor o pavimento das ruas, após as intervenções.

Nesse ponto, o presidente Márcio Malt, interrompeu as perguntas dos internautas, para atender um munícipe que se encontrava na galeria, senhor Valter Aguiar, que fez a seguinte pergunta: No local onde moro, a rua é de mão única, sendo que a obra vai interditar 100% a residência, impedindo o meu direito de ir e vir da minha residência. Qual a solução para tamanho transtorno?

Resposta: O gerente de operações da Sabesp, Sr. Alexandre Domingos respondeu que vai coletar o levantamento feito nessa rua e tem opções com relação a alguns acessos. Estão negociando com a Magic City. Providências estão sendo tomadas. Acrescentou que vai lá verificar as necessidades do munícipe, validar uma para solucionar esse caso. O presidente Marcio Malt se comprometeu com o munícipe a ir lá e na qualidade de engenheiro civil, auxiliá-lo no que for necessário.

Após essa interrupção, continuou a leitura de perguntas de internautas.

3) Internauta A. R. perguntou: Quais medidas a Sabesp adota para atender idosos, pessoas com deficiência e famílias com crianças durante períodos prolongados de falta de água? Quantas interrupções de abastecimento foram registradas nos últimos 12 meses em Suzano e quais bairros foram mais afetados?

Resposta: O gerente Alexandre Domingos respondeu que o atendimento segue as disposições legais que trata os especiais. O sr. Alexandre Domingos respondeu que, no momento, não dispõe destes dados, mas se compromete a levantá-los e informá-los.

O presidente Márcio Malt informou que vai repassar cópias dos emails, enviando essas perguntas para a Sabesp responder diretamente para os internautas.

Não havendo mais perguntas do público e de internautas, passou às considerações finais.

O presidente Márcio Malt agradeceu a presença dos vereadores Maisena, João Sabugo, Jaime Siunte, Josias Mineiro, Denis, Leandrinho, Pacola e Rogério aqui presentes.

Agradeceu também a presença dos representes da Sabesp. Falou sobre o conteúdo das demandas discutidas hoje e espera em 15 dias dar seguimento e após três meses realizar nova avaliação. Destacou que se não houver atendimento, e a audiência pública não surtir efeito, irá até o Ministério Público. Desculpou-se com os representantes da Sabesp hoje presentes, reiterando não haver nada de pessoal contra qualquer um deles, e reafirmou que os problemas são com a Empresa Sabesp. Agradeceu a participação dos vereadores, do público, dos internautas e dos servidores desta casa, e nada mais havendo a ser tratado, às dezenove horas e quarenta e nove minutos deu por encerrada a Audiência Pública.

Acompanharam a Audiência Pública os seguintes servidores: Agente Administrativo Raziel Shinosuke Ueda; Jornalista Taís Aranha; Secretário Especial Legislativo Douglas Francisco Martins da Silva; Auxiliar Administrativo Maria Carolina Barbosa dos Santos; Analista de T.I. Rodrigo Silva de Souza; Encarregada de Cerimonial Danielle Itimura; Secretário Especial Parlamentar Juvenal Antonio da Silva; Encarregado de Serviços Legislativos Arthur Henrique Condello de Jesus; Auxiliar Administrativo Bismarck Santos Luna; Auxiliar Administrativo Israel Ferreira de Souza; Copeira Maria Oneide Teles Souza; Copeira Francisca Rodrigues do Santos; Agente de Vigilância Parlamentar Nelson Alves Moreira, e; Agente de Vigilância Parlamentar Benedito Pedro Segundo Junior.

Plenário Francisco Marques Figueira, 09 de junho de 2026

 

Vereador Márcio Alexandre de Souza

Presidente Comissão Permanente de Política Urbana e Meio Ambiente

Vereador Jaime Siunte

Relator

Vereador Marcel Pereira da Silva

Membro

 

Ciente: Mesa Diretora

Presidente: Artur Yukio Takayama

1º Secretário: André Marcos de Abreu

2º Secretário: Rogério Castilho