Suzano: Vereador Pacola cobra atendimento oftalmológico na Clínica da Família durante audiência pública
Foto: Wanderley Costa
O vereador André Marcos de Abreu (PSD), o Pacola, questionou a ausência de médico oftalmologista na Clínica da Família, no bairro Cidade Boa Vista, durante audiência de prestação de contas da Secretaria de Saúde referente ao primeiro quadrimestre de 2026, realizada ontem (28), na Câmara de Suzano. A reunião foi presidida pelo vereador Artur Takayama (PL) e ainda contou com a presença do parlamentar Marcos Antonio dos Santos (PRD), o Maizena.
“A sala de oftalmologista está pronta há uns dois anos e nenhum atendimento foi feito até hoje”, afirmou.
Ele também disse que não há remédio “em lugar nenhum”, referindo-se às unidades básicas de saúde, devido às reclamações que tem recebido de moradores.
Pacola ainda perguntou por que o CSII ficou fechado ontem às 15 horas, para uma reunião dos funcionários. “E mais de 20 pessoas ficaram esperando para o lado de fora do posto de saúde por duas horas”, completou.
O secretário de Saúde William Harada disse que a Clínica da Família está com um “problema estrutural”, no telhado, que impede o funcionamento do consultório de oftalmologia. “A demanda está sendo absorvida por outros serviços da cidade, mas sabemos que é interessante resolver para que a população daquela região da cidade não tenha que se deslocar para outros lugares”, disse. Ele se comprometeu a priorizar a questão.
Em relação à assistência farmacêutica, Harada informou que o município enfrentou problemas “gravíssimos” com o processo licitatório em 2025. Segundo ele, parte das dificuldades foi resolvida no fim do ano, mas alguns lotes não receberam propostas de fornecedores. “Estamos fazendo todo o esforço necessário para que, dentro de 15 ou 20 dias, a gente consiga normalizar, porque dentro desses itens há alguns que são essenciais”, revelou.
Sobre a reunião realizada no CSII, o secretário disse que irá verificar o ocorrido e apurar se esse procedimento faz parte da rotina da unidade.
Artur Takayama perguntou qual a previsão de liberar a vacinação de gripe para outras faixas etárias e foi informado pela diretora de Atenção à Saúde, Alcione Sena, que o município ainda não atingiu o número necessário de vacinação nos grupos prioritários.
Ele também disse que recebeu reclamações sobre a falta de papel higiênico e papel-toalha em uma unidade de saúde. Harada explicou que a compra desses materiais é feita de forma centralizada pela Prefeitura, com base no consumo médio mensal, e que a gerente da unidade decidiu racionalizar o uso dos itens, mas já foi orientada a utilizar o estoque disponível.
Perguntas dos internautas
Um internauta questionou uma manifestação emitida na quarta-feira (27) pela 8ª Procuradoria do Ministério Público de Contas sobre o aditivo de R$ 435 milhões concedido ao Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Gestão Pública (INTS), organização social responsável pela gestão de serviços de saúde em Suzano.
Diante do parecer que apontou irregularidades, ele perguntou quais providências a Prefeitura pretende adotar. “Quando o Tribunal de Contas aponta alguma irregularidade, a Prefeitura tem que se defender dos apontamentos, defender os contratos e, se for julgado irregular, sanar a irregularidade. O que não pode é impactar nos serviços da população”, disse Harada.
Outra pergunta foi sobre o percentual dos R$ 135 milhões repassados à INTS nos primeiros quatro meses de 2026. O secretário explicou que o município adotou há 12 anos o modelo de gestão por organizações sociais. Segundo ele, a entidade administra 12 unidades de saúde, o Samu e presta apoio operacional à Secretaria de Saúde.
Harada também informou que existe outro convênio para a gestão do Hospital e Maternidade de Suzano, firmado após questionamentos do Ministério Público sobre a intervenção na Santa Casa de Misericórdia de Suzano, além de um contrato com outra organização social para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Revista.
“Esse é o modelo adotado por Suzano e pela maioria dos municípios paulistas. Ele oferece mais flexibilidade para reposição de profissionais e para manter os serviços funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana”, avaliou.
Outro questionamento foi sobre o cumprimento das metas da programação anual de saúde na Atenção Básica. Harada explicou que esses indicadores são monitorados continuamente e que medidas corretivas são adotadas sempre que os resultados ficam abaixo do esperado.
A última pergunta tratou dos 30% do orçamento municipal aplicados na Saúde, sem comparação com os índices do ano anterior. O secretário afirmou que Suzano mantém uma média anual entre 29% e 30% de recursos próprios investidos na área, além das verbas estaduais e federais. “Todos os equipamentos de saúde funcionam dentro da sua capacidade máxima. É um grande esforço do município, e nossa luta é ampliar a participação dos governos estadual e federal nos investimentos”, declarou.
Também participaram da mesa da audiência a diretora jurídica da Secretaria de Saúde, Tânia Mara Porfírio, e a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Cleide Tomioka.





Descrição da imagem #PraCegoVer: sentados na Mesa Diretiva da Câmara, o secretário William Harada fala ao microfone, tendo ao seu lado o vereador Artur Takayama.