Vereadores de Suzano cobram melhorias da Sabesp durante audiência pública
Descrição da imagem #PraCegoVer: em primeiro plano, estão, de costas, na Mesa Diretiva da Câmara, representantes da Sabesp e vereador Marcio Malt. Em segundo plano, de frente para a câmera, estão vereadores e funcionários da Sabesp no Plenário.
Foto: Wanderley Costa
A Câmara de Suzano realizou ontem (9) uma audiência pública para discutir a prestação de serviços da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) no município. A reunião, que durou quase três horas, foi conduzida pelo presidente da Comissão Permanente de Política Urbana e Meio Ambiente, vereador Marcio Alexandre de Souza (PL), o Marcio Malt.
Participaram da audiência os vereadores André Marcos de Abreu (PSD), o Pacola; Denis Claudio da Silva (PSD), o filho do Pedrinho do Mercado; Jaime Siunte (Avante); João Batista Nogueira de Azevedo (PRD), o João Sabugo; Josias Ferreira Silva (PCdoB), o Josias Mineiro; Leandro Alves de Faria (PL), o Leandrinho; Marcos Antonio dos Santos (PRD), o Maizena; e Rogerio Castilho (PSB).
Os parlamentares fizeram duras cobranças sobre os recapeamentos realizados pela Sabesp em diversos bairros da cidade. Segundo eles, muitos serviços foram executados de forma inadequada, deixando as vias com aspecto de “colcha de retalhos” e causando problemas de infiltração em algumas ruas.
Também houve reclamações sobre a obra de transposição realizada pela companhia na região da Quinta Divisão. De acordo com os vereadores, moradores e comerciantes foram prejudicados e não receberam informações prévias sobre os impactos da obra. Eles questionaram ainda se haverá ressarcimento pelos prejuízos causados.
Outra cobrança foi em relação à estrada do Duchen. Os parlamentares pediram providências urgentes, afirmando que as obras têm dificultado a passagem de pedestres e deixado isolados moradores dos bairros Recreio Internacional, Santa Rita e Duchen.
Os vereadores também relataram problemas como água com coloração amarelada em algumas regiões da cidade, aumento considerado abusivo das tarifas para determinados consumidores, dificuldade para parcelar contas em atraso sem o uso de cartão de crédito, despejo de esgoto no rio Una e falta de água recorrente em alguns bairros, principalmente entre 19 horas e 5 horas.
Outro lado
Representantes da Sabesp se comprometeram a visitar os locais onde o recapeamento foi apontado como inadequado, fiscalizar os serviços e refazer os reparos necessários.
Sobre a obra de transposição, foi agendada uma reunião no local para a próxima segunda-feira (15), às 9h30, com a participação de vereadores, moradores e representantes da empresa.
Em relação à água com coloração amarelada e às reclamações sobre cobranças abusivas, a Sabesp solicitou os endereços dos imóveis para apurar cada caso. Sobre o parcelamento de débitos, a empresa informou que, desde 15 de abril, também é possível realizar o pagamento por débito em conta.
Quanto à falta de água registrada em alguns bairros durante a noite e a madrugada, os representantes da companhia afirmaram que não há interrupção no abastecimento, mas sim redução da pressão da rede em toda a Região Metropolitana de São Paulo. Segundo a Sabesp, a medida foi determinada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) devido ao atual cenário de crise hídrica.
A empresa também orientou que famílias cadastradas na tarifa social procurem o programa de instalação gratuita de caixas d’água de 500 litros oferecido pela Sabesp.
Ao final da audiência, Marcio Malt informou que convocará uma nova reunião para que a Sabesp apresente respostas às demandas levantadas pelos vereadores e pela população. “Estamos muito descontentes com a Sabesp e queremos um retorno”, afirmou.




